
Sai de casa a correr, peguei na maçã, na garrafa de água fresca, e meti tudo num saco.
Ainda não eram quatro horas, mas não queria que ele ficasse à minha espera.
Cheguei mesmo a tempo, ele corria com os amigos. Estavam a sair do campo.
Acenei-lhe. Ele viu-me e correu com dois amigos na minha direcção.
Entrou no carro encharcado em suor, devorou a maçã, “embebedou-se “ com a garrafa de água. Segui o caminho que pensei que quisesse que fizesse visto que era sempre o mesmo, estávamos perto de casa, quando me pediu para encostar no meio da estrada, respondi-lhe:
- Luís, aqui não posso parar, não vês que estamos numa curva e no meio da estrada?
Respondeu-me irritado:
- Mas estás parva? Eles tem que sair aqui!- e apontou para os amigos que pensei que iam para nossa casa.
Parei um pouco mais à frente junto ao passeio, visto que não podia deixar os dois rapazes no meio daquela curva na estrada.
Prosseguimos a viagem, com ele sempre aos berros, e eu em silêncio.
Cheguei a casa chateada, eu tinha sido amorosa, levei-lhe a maçã, porque devia estar com fome, levei-lhe água porque sabia que tinha sede, fui mais cedo para ele não ficar à minha espera, e não recebi nem reconhecimento nem simpatia.
Na verdade também não tinha feito tudo aquilo para receber o seu reconhecimento, mas também não o tinha feito para receber um par de berros, sobre onde devia parar na estrada.
Nesse momento pensei em Deus, como Ele me devia compreender, Ele dá-nos tudo o que é melhor para nós, mesmo que muitas vezes não nos pareça o melhor, está Sempre ao nosso lado, nunca desiste de nós, e mesmo assim nós temos o hábito de nos queixarmos por tudo e por nada, e pior ainda, temos a “mania “ de o culparmos por tudo o que nos acontece de mal.
Imaginei como Lhe devia custar, dar todo aquele Amor, dedicar-nos toda a Sua atenção, e em troca receber, lamúrias e queixumes. Mas Ele não é como eu, não se irrita, nem desiste, porque o Seu Amor por cada um de nós é maior do que tudo o resto, e mesmo que lhe púnhamos dificuldades, mesmo que lhe viremos a cara, Ele está sempre ao nosso lado, e espera pacientemente que O deixemos entrar.
Falei-Lhe, dei por mim a deixar toda aquela irritação que me envolvia ser “evaporada”, e no lugar desta apareceu o Seu Amor por mim.
Dei por mim a pensar nos Homens, se um fosse Deus como seria? Tenho a certeza que seria horrível, porque apesar de termos sido feitos à Sua imagem e Semelhança, nós Homens somos imperfeitos, somos pecadores, ao contrário de Nosso Pai. Nós Homens, apesar de todas as qualidades que Ele nos deu, temos imensos defeitos, como o egoísmo, a mentira, o constante “queixume “ etc Em vez de aceitarmos esses defeitos, e utilizarmos as qualidades muitas vezes, fazemos o inverso.
Se um de nós ocupasse o lugar do Altíssimo, seria um verdadeiro desastre porque em vez de ocorrerem as “injustiças “ do mundo, o caos estaria sempre presente, pois ao contrário de Deus, que sabe o que é o melhor para cada um de nós, o Homem só iria saber o que era melhor para si, não teria o Amor de Deus a guiá-lo e não saberia que fazer.
Sem Deus nada somos, e tantas vezes não nos apercebemos disso, só nos sabemos queixar, porque é mais fácil deitar a culpa nos outros em vez de encontrar soluções, ou caminhos a percorrer.
Ainda não eram quatro horas, mas não queria que ele ficasse à minha espera.
Cheguei mesmo a tempo, ele corria com os amigos. Estavam a sair do campo.
Acenei-lhe. Ele viu-me e correu com dois amigos na minha direcção.
Entrou no carro encharcado em suor, devorou a maçã, “embebedou-se “ com a garrafa de água. Segui o caminho que pensei que quisesse que fizesse visto que era sempre o mesmo, estávamos perto de casa, quando me pediu para encostar no meio da estrada, respondi-lhe:
- Luís, aqui não posso parar, não vês que estamos numa curva e no meio da estrada?
Respondeu-me irritado:
- Mas estás parva? Eles tem que sair aqui!- e apontou para os amigos que pensei que iam para nossa casa.
Parei um pouco mais à frente junto ao passeio, visto que não podia deixar os dois rapazes no meio daquela curva na estrada.
Prosseguimos a viagem, com ele sempre aos berros, e eu em silêncio.
Cheguei a casa chateada, eu tinha sido amorosa, levei-lhe a maçã, porque devia estar com fome, levei-lhe água porque sabia que tinha sede, fui mais cedo para ele não ficar à minha espera, e não recebi nem reconhecimento nem simpatia.
Na verdade também não tinha feito tudo aquilo para receber o seu reconhecimento, mas também não o tinha feito para receber um par de berros, sobre onde devia parar na estrada.
Nesse momento pensei em Deus, como Ele me devia compreender, Ele dá-nos tudo o que é melhor para nós, mesmo que muitas vezes não nos pareça o melhor, está Sempre ao nosso lado, nunca desiste de nós, e mesmo assim nós temos o hábito de nos queixarmos por tudo e por nada, e pior ainda, temos a “mania “ de o culparmos por tudo o que nos acontece de mal.
Imaginei como Lhe devia custar, dar todo aquele Amor, dedicar-nos toda a Sua atenção, e em troca receber, lamúrias e queixumes. Mas Ele não é como eu, não se irrita, nem desiste, porque o Seu Amor por cada um de nós é maior do que tudo o resto, e mesmo que lhe púnhamos dificuldades, mesmo que lhe viremos a cara, Ele está sempre ao nosso lado, e espera pacientemente que O deixemos entrar.
Falei-Lhe, dei por mim a deixar toda aquela irritação que me envolvia ser “evaporada”, e no lugar desta apareceu o Seu Amor por mim.
Dei por mim a pensar nos Homens, se um fosse Deus como seria? Tenho a certeza que seria horrível, porque apesar de termos sido feitos à Sua imagem e Semelhança, nós Homens somos imperfeitos, somos pecadores, ao contrário de Nosso Pai. Nós Homens, apesar de todas as qualidades que Ele nos deu, temos imensos defeitos, como o egoísmo, a mentira, o constante “queixume “ etc Em vez de aceitarmos esses defeitos, e utilizarmos as qualidades muitas vezes, fazemos o inverso.
Se um de nós ocupasse o lugar do Altíssimo, seria um verdadeiro desastre porque em vez de ocorrerem as “injustiças “ do mundo, o caos estaria sempre presente, pois ao contrário de Deus, que sabe o que é o melhor para cada um de nós, o Homem só iria saber o que era melhor para si, não teria o Amor de Deus a guiá-lo e não saberia que fazer.
Sem Deus nada somos, e tantas vezes não nos apercebemos disso, só nos sabemos queixar, porque é mais fácil deitar a culpa nos outros em vez de encontrar soluções, ou caminhos a percorrer.











